Corrigir redações é uma das tarefas mais exigentes para professores de língua portuguesa. Com o avanço da inteligência artificial, surgem ferramentas capazes de realizar essa função em minutos. Mas até onde vai essa tecnologia? E qual é o seu real papel no processo de aprendizagem?
Sistemas como Ecree, Grammarly e o próprio Google Docs utilizam redes neurais treinadas com milhares de textos para identificar erros gramaticais, sugerir melhorias e até avaliar estrutura textual. No Brasil, plataformas como RedaTech e AppProva também adotam IA para correções alinhadas às competências do ENEM.
Agilidade: Uma turma de 30 redações pode ser corrigida em segundos.
Consistência: A IA mantém os mesmos critérios para todos os textos, reduzindo subjetividade.
Feedback instantâneo: O aluno pode revisar e reescrever com base em orientações imediatas.
A IA ainda tem dificuldade com ironias, ambiguidade e criatividade. Além disso, pode reforçar padrões de escrita previsíveis, desestimulando a originalidade. Há também a questão ética: o feedback de um robô pode ser impessoal e, por vezes, limitante.
Professores têm a sensibilidade de entender o contexto do aluno, seus objetivos, seu estilo e sua evolução ao longo do tempo. A IA pode ser uma ferramenta de apoio, mas a formação crítica e criativa ainda depende do olhar humano.
A IA pode tornar o processo de correção mais rápido e eficiente, mas a avaliação da escrita precisa continuar sendo um espaço de diálogo entre aluno e educador. A tecnologia é ferramenta, não fim.